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Cheiros e doenças degenerativas: como “sentir odores” pode estimular a memória

18 Maio 2018Notícias e novidades

O sistema olfativo é o primeiro atingido pelo Alzheimer, conta o psicobiológo americano Charles Wysocki, do Centro Monell dos Sentidos Químicos, na Filadélfia. Ou seja, além de passar a borracha nos registros do passado, a doença dificulta a percepção dos cheiros. Isso porque as duas regiões do cérebro — a da percepção de odores e a da memorização —, além de próximas, conversam bastante uma com a outra.

Assim, pesquisadores chegaram à conclusão de que estimular o aparelho olfativo como um todo, experimentando odores dos mais diversos, é uma das maneiras de postergar as consequências dos males neurodegenerativos sobre as lembranças.

Avelino Leonardo da Silva, neurofisiologista da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), afirma que “Já se sabe que pessoas com maior número dessas ligações e atividade mental mais desenvolvida têm menos probabilidade de desenvolver o Alzheimer”.

Dessa forma, ao estimular o olfato, a memória está sendo fortalecida. Exercícios simples como cheirar um chá de baunilha ou uma comida diferente e até mesmo fazer outro caminho para o trabalho — o que, acredite, por mais que você não tenha consciência, implicaria novos odores, ajudando os neurônios a trabalhar dobrado. Outra forma, é buscar identificar notas olfativas diferentes em odores do dia a dia. Porém, esse exercício deve ser constante, senão o efeito dos estímulos regride depressa.

Fonte: Nutriçãosadia.

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